O que é, pois, a sinceridade do amor se não um oceano de possibilidades, das mais turbulentas as mais incrivelmente aspirantes de calmaria? É isso que eu vivo.
Descobri que amar é muito mais fácil do que imaginei, mesmo que, atrelado ao nobre sentimento primordial, meio que implícitamente e por conseguinte, tenhamos o sofrimento, a dor e, acima de tudo, a dependência.
Descobri que esse amor se alimenta do meu sofrimento, e minha felicidade o faz sofrer. A amizade, para mim, sempre foi um sentimento adverso. Eu me encontrava quando a perdia, e me perdia quando a encontrava. E o pior é eu estava consciente de tudo isso, da angústia, da dor que esse sentimento estava (muito embora ainda tenha sensação que está) gerando em mim. Mas hoje sei que é essa angústia e essa dor, contudo, é o que fazem com que eu me sinta vivo.
O que ocorria, na realidade, é que eu precisava de alguém que precisava de mim, mesmo que para me fazer sofrer.
Sozinho não existe dor... Mas não há sentido em nada!
A amizade, e o amor implícito nele, nos deu uma simples, porém crucial questão...
O que preferimos? A dor ou o nada?
Pra viver tudo isso, preferi a dor...
São Luis, 24 de maio de 2010
(a) Emannuel Morais
Hipóteses de Amor
Postado por
O Judeu...
sábado, 29 de maio de 2010
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