Fração de Segundo...

A culpa era minha, eu sabia.
Mas não atribuo apenas a mim e aí está o problema...
Nesse jogo de acusações nosso dias sempre ensolarados e recheados de risos e gargalhadas fechavam-se quase que instantaneamente num sombrio e frio entardecer ''desemocionado''.
O que estava acontecendo?
Era tudo o que eu queria saber...
Eu tinha certeza que não sabia, e não sabia se tinha certeza. Eis a raíz do problema... Minha insegurança e temor desconcertaram uma aliança que dantes via como inabalável.
"Tiro trocado não dói!", insistia... Mentira! Em mim estava doendo, e muito.
O solo sob meus pés sumiu. O céu sobre minha cabeça desabou. Tudo mudou, e um vazio imperava onde então eu avistava meu castelo. Meu mundo despencou.
Foram 22 horas da mais absoluta melancolia. Sem abraços, sem contato, sem as palavras que iluminavam meu dia. Vinte e duas eternas horas.
Tentava me imaginar vivendo num vazio. Não conseguia. O dia continuava frio e nublado. Meu estomago embrulha ao pensar em ter que sobreviver daquele jeito.
Estava de cara com meu maior medo... Estava só!
O celular toca. Em frações de segundo imagino ser a solução, mas logo descarto. "Ainda há solução?" pensava.
Pensei em ignorar a ligação. Meu coração grita para dar uma chance ao telefone. Resolvo ver quem chama. É a pessoa que pode me devolver a alegria. Mas será que esta é a sua intenção nessa ligação? Entro em discussão psicológica sobre atender ou não. Resolvo pressionar o botão verde. E na escuraa e fria tarde ouço aquela voz... E tudo parece quente e insolarado! Meu mundo outrora caído reergue-se na inesperada e incessante repetição de três palavras:
"Eu te amo..."

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