"O que não é proibido é permitido"
Esta grande frase pronunciada pelo instrutor da auto-escola na qual estou fazendo meu curso de formação de condutores, apesar de bem óbvia (pra não dizer idiota) me fez pensar sobre a permissividade a que o ser humano, por processos sociais, se deixou submeter.
É assutador pensar que mesmo que saiba se ro fato incorreto de se executar, se não "esfregarem" isso na nossa cara, nós o executamos. Atitudes tão simples, mas que preferimos burlar, por ser isto supostamente mais cômodo.
Sinceramente as vezes desconfio desse nosso conceito de comodidade. Acho que o desrespeito as regras está mais intrinsicamente ligado ao prazer de se sentir um infrator do que necessariamente pelas noções do conforto.
Certa vez ouvi de um amigo dizer que o "escondido é mais gostoso". Discordo desta idéia. Não vejo sentido em, por exemplo, amar sem poder assumir ao mundo isso. Acho que isso também parte de opniões individuais. Francamente não vejo graça. Mas o coletivo pensa assim, e a massa é soberana sobre o grão de trigo.
A sociedade já está em processo tão avançado de inversão de valores que faz-se o proibido por questões também de auto-afirmação. Fazer o que não se pode detona no cérebro uma enorme sensação de superioridade e poder sem os quais a humanidade atual não sobreviveria. Talvez aí esteja mais uma ramificação da raiz dos males da humanidade. Talvez este seja dos ramos mais difíceis de cortar.
Quem sabe a partir do momento em que sejamos capazes de perceber que nem tudo que não é proibido seja permitido, possamos enfim romper com o ultimo elo que liga o homo sapiens ao restante dos primatas.
É Permitido Transgredir!
Postado por
O Judeu...
terça-feira, 25 de maio de 2010
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